DANGER: DIABOLIK Junho 25, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Title Design.Tags: 1968, Mario Bava
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John Phillip Law faz o papel do “James Bond bandido” ou do “Robin Hood que rouba pra arcar com os altos custos da vida de playboy”.
1967 está para o rock assim como 1968 está para o cinema. No “ano que não terminou” foram produzidos marcos dos mais variados gêneros, como Barbarella, Era uma Vez no Oeste, Bullit, Planeta dos Macacos, A Noite dos Mortos Vivos, 2001 – Uma Odisséia no Espaço e O Bandido da Luz Vermelha.
Uma das pérolas do período é Danger: Diabolik, adaptado dos quadrinhos por Mário Bava. Mestre do terror gótico (é dele o clássico A Máscara do Demônio), o diretor italiano surpreende ao optar por um visual moderno (pra época), mesclando ingredientes de psicodelia e arte pop. Méritos para a direção de arte de Flavio Mogherini e a fotografia de Antonio Rinaldi.
De quebra, também integraram o time de Danger: Diabolik, o produtor Dino De Laurentis, o compositor Ennio Morricone e os atores John Phillip Law (no papel principal) e a gatíssima Marisa Mell (a “diabolik-girl” oficial).

CHELSEA GIRLS Junho 24, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Pôsteres.Tags: Aldridge, Beatles, Nico, Warhol
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Não titubeie se um dia te fizerem a esdrúxula pergunta: “Qual o ponto em comum entre Cream, Beatles, The Who, Andy Warhol, Tears for Fears, Incubus e Jean Genet?”. Responda que todos eles, em algum momento, recorreram aos serviços de Alan Aldridge.
Apesar de ter iniciado a carreira como ilustrador da editora Penguin e depois ser efetivado como diretor de arte do The Sunday Times, Aldridge ganhou notoriedade mesmo com a produção de capas de disco e pôsteres para bandas nos anos 60 e 70. De suas mãos saíram ilustrações insanas, como a de Captain Fantastic and The Brown Dirt Cowboy (1975), de Elton John.

Uma de suas principais obras foi o livro The Beatles Lyrics Illustrated (1969). Posteriormente trampou como consultor de design da Apple Records e criou logotipos das casas noturnas Hard Rock Café, House of Blues, entre outras.
Mas como a conversa aqui ainda é cinema, o destaque vai para o cartaz de Chelsea Girls (1966), dirigido por Andy Warhol e estrelado por Nico. Nesta imagem, Alan Aldridge reúne os elementos centrais do filme: sexo, drogas e experimentalismo.
A mesma arte foi reutilizada na capa do disco The Splendour of Fear, da banda Felt. Mas estes não são do meu tempo.
CINEMA E VINIL Junho 21, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Title Design.Tags: Frears, Muylaert, Thomas Edison, vinil
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Aumento das vendagens, ressurreição de fábricas desativadas e a proximidade do Dia do Vinil (Thomas Edison lançou o fonógrafo, em 12 de agosto de 1877). Saudemos os bolachões com dois posts!
Pra começar, Alta fidelidade (High fidelity, 2000), adaptação de Stephen Frears para o romance homônimo do inglês Nick Hornby. O filme é co-roteirizado e estrelado por John Cusack, que faz o papel de Rob Gordon, proprietário de uma loja de discos que, além dos vinis, coleciona fracassos amorosos.
Dirigido por Anna Muylaert, Durval Discos também conta a história de um dono de loja de discos (esta localizada no bairro paulista de Pinheiros). Em pleno 1995 (último ano em que a indústria fonográfica brasileira fabricou discos de vinil), Durval, interpretado por Ary França, se recusa a trabalhar com o formato de CDs.
Dividido em lado A e lado B, é um dos mais desencanados e criativos filmes nacionais da fase pós-retomada. Destaques para a trilha sonora assinada por André Abujamra e que ainda contempla músicas de Jorge Ben, Novos Baianos, Luiz Melodia e Tim Maia Racional; e a abertura filmada na Rua Teodoro Sampaio, conhecida pela alta-concentração de lojas de instrumentos. Com uma steadycam na mão e uma diretora de arte com cabeça (Ana Mara Abreu), Muylaert realizou uma das mais célebres aberturas da histíria do cinema nacional.
Entre outros prêmios, Durval Discos ganhou sete Kikitos de Ouro em 2002 (Melhor Filme, Prêmio do Júri Popular, Prêmio da Crítica, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte).
VIVA LA MUERTE… TUA! Junho 19, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Pôsteres.add a comment
Filme de 1971, dirigido por Duccio Tessari.

SHE’S ALIVE (again)!!! Junho 18, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Remake.Tags: Frankenstein, Monstros, Universal, Whale
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Uma das seqüências mais bem-sucedidas da história do cinema deve ser ressuscitada: A Noiva de Frankenstein (The Bride of Frankenstein, 1935). O remake do clássico de James Whale deve ser o início de uma série de releituras dos clássicos de monstros da Universal, entre elas Lobisomem (1941) e O Monstro da Lagoa Negra (1954).
A produção será desenvolvida em parceria com a Imagine Entertainment. Tudo indica que a direção ficará a cargo de Neil Burger, responsável por O Ilusionista (2006), estrelado por Edward Norton.
Abaixo o trailer do filme original:
SPELLBOUND Junho 17, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Cenas Clássicas.Tags: Cenas Clássicas, Hitchcock, Surreal
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Parceria de Alfred Hitchock e Salvador Dali na criação dos sonhos esquisitaços do personagem J.B.
Spellbound (que no Brasil recebeu o singelo título de Quando Fala o Coração) é daqueles raros filmes que conseguem congregar admiradores díspares como psicólogos, artistas plásticos, cinéfilos e massoterapeutas.
Em 1945, ano de seu lançamento, Hitchcock já acumulava sete produções do chamado “período americano”, um Oscar por Rebecca (1940) e prestígio de público e crítica. Spellbound recebeu seis indicações e faturou um prêmio da Academia (trilha sonora), mas seus trunfos superam meia dúzia de estátuas douradas. A começar pela temática, pois, pela primeira vez, a psicanálise era diretamente abordada em Hollywood.
John Ballatine (Gregory Peck) é o diretor de uma clínica psiquiátrica traumatizado por acreditar ter cometido um assassinato. A psiquiatra Constance Peterson (Ingrid Bergman) tenta solucionar o caso e, obviamente, se apaixona por ele.
Outro ponto forte são as cenas criadas por Salvador Dali para representar os sonhos de J.B. Este foi um dos quatro filmes em que o artista plástico participou e teve tempo de ver concluídos – os outros são: Um Cão Andaluz (1928) e L’Age d’Or (1930), ambos de Luis Buñuel; e Impressões da Alta Mongólia (1976), de José Montes Baquer, sobre uma expedição em busca de cogumelos alucinógenos gigantes.
DR. STRANGELOVE Junho 15, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Title Design.Tags: Kubrick, Pablo Ferro
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Abertura de Dr. Fantástico é um dos primeiros grandes trabalhos de title design da história do cinema.
Saul Bass é a associação imediata para a expressão “primórdios do title design” (ou design de créditos). Seu nome tornou-se manjado devido à elaboração dos videografismos das aberturas de filmes como Um Corpo Que Cai e Psicose (Hitchcock) O Homem do Braço de Ouro e Anatomia de Um Crime (Otto Preminger) e Os Bons Companheiros (Scorsese).
Não tão mencionado, mas com relevância proporcional, o designer Pablo Ferro foi fundamental para o reconhecimento e a evolução desta prática, hoje indispensável no cinema.
Ferro foi o responsável pela técnica de edição denominada quick cut (imagens são montadas com mudanças rápidas e descontinuidade proposital), que lhe rendeu a alcunha de “pai da MTV”. A partir dos anos 60, desenvolveu créditos célebres, como os de Laranja mecânica (A clockwork orange, 1971) e Os fantasmas se divertem (Beetlejuice, 1988).
Entretanto, o trabalho mais conhecido e que impulsionou a carreira de Pablo Ferro é a abertura de Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964), de Stanley Kubrick. Feita à mão, a tipografia inspirou produções posteriores, como este comercial do Guaraná Kuat:
Mais informações sobre Pablo Ferro, aqui: www.pablothemovie.com e no Google.
LE SOUFFLEUR Junho 14, 2009
Posted by Ramiro Pissetti in Title Design.add a comment
Le Souffleur (Guillaume Pixie, FRA 2005).
Numa referência ao “soprador” do título (profissional que lembra as falas para os atores de teatro), o designer Julien Widmer elaborou uma abertura instigadora para Le Souffleur (2005).
Utilizando recursos de animação gráfica em 3D, o designer procurou passar uma impressão de que as letras e palavras que compões os créditos estivessem sendo formadas/embaralhadas por um ventilador (por sinal, outra tradução possível para souffleur).
Mais trabalhos de Widmer: http://julienwidmer.com