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BLOW UP agosto 27, 2008

Posted by Ramiro Pissetti in Cenas Clássicas.
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Dirigido por Michelangelo Antonioni, Blow Up (1966) é título indispensável nas listas mais decentes de “filmes obrigatórios da história do cinema”. Utilizando a Swinging London como cenário, o diretor italiano (morto em julho de 2007) lança mão de uma série de artifícios para “causar”. Entre eles, a primeira cena de nu frontal feminino do cinema britânico, com a bela Jane Birkin (aquela que faz para com Serge Gainsbourg em Je T’Aime Moi Non Plus).

 

Em outra seqüência clássica, o protagonista Thomas entra em um clube onde estão se apresentando os Yardbirds. Durante o show, Jeff Beck fica emputecido com as falhas de um amplificador, arrebenta sua guitarra e arremessa ao público.

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ANNIE HALL agosto 20, 2008

Posted by celsinho in Cenas Clássicas, Ficção.
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Repleto de one-liners que ainda hoje servem de referência a uma mão cheia de filmes, Annie Hall (N.E.: filme de 1977 que no Brasil foi rebatizado de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa) é um dos mais raros exemplos de como podem co-existir de forma harmoniosa a comédia, o romance e o drama numa mesma película. Mesmo com a narração um pouco confusa, que não respeita espaços temporais nem limitações físicas, com moldes de sessão psicanalítica auto-reflexiva. O fim deixa um pouco a desejar se comparado com o resto do filme, que é ótimo.

 

Annie Hall conta com as atuações da então desconhecida Sigourney Weaver e de Christopher Walken – que, na minha opinião, faz parte da cena mais hilariante de todo o filme, quando confessa a Alvy Singer que quando conduz, tem vontade de chocar com as luzes que vêm de frente, perante o gozo de Alvy que lhe acena e afirma que gostou muito da conversa mas que agora tem que voltar ao Planeta Terra, só para segundos depois descobrir que é Walken que o vai conduzir a casa.

 

Para baixar: http://thepiratebay.org/torrent/3321674/Annie_Hall_(Woody_Allen_1977)_XviD_DVDRip_avi

Para comprar: Submarino

Youtube: Inicio

OPERAÇÃO FRANÇA agosto 19, 2008

Posted by Ramiro Pissetti in Pôsteres.
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Típica “obra do acaso” que deu (muito) certo, o filme The French Connection (Operação França, 1971), tinha tudo pra não sair do jeito que o conhecemos. Gene Hackman só ficou com o papel principal após a recusa de James Caan, Peter Boyle e Steve McQueen (este havia acabado de participar de Bullit e não queria interpretar um policial tão cedo). O colunista novaiorquino Jimmy Breslin chegou a participar das filmagens durante três semanas, mas acabou sendo demitido.

 

Além disso, Fernando Rey foi contratado para atuar como o trafica Alain Charnier por causa de uma confusão do diretor, William Friedkin, que acreditou tê-lo visto em A Bela da Tarde. Mas no final deu tudo certo e Operação França tornou-se um dos grandes filmes policiais da história do cinema, faturando cinco Oscars (inclusive de Melhor Filme e Melhor Diretor) e três Globos de Ouro. O cartaz acima é ilustrado com a inesquecível seqüência de perseguição, que por sinal também não foi planejada. Até o carro de um desavisado foi destruído durante a cena. Por acaso.

GUANTANAMERA agosto 13, 2008

Posted by celsinho in Cenas Clássicas, Ficção.
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Depois de Morango e Chocolate, esta é a segunda parceria entre os diretores Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabío. Guantanamera é uma comédia que se passa em Cuba, quando uma grave crise de combustível se abate sobre a ilha. O transporte de defuntos se torna um problema, e Afonso na tentativa de recuperar seu prestígio, formula um intrincado plano para resolver a situação. Com uma morte inesperada em sua família, Afonso inaugura o novo sistema de transporte funerário, levando o corpo de Guantanamo até Havana em uma peregrinação com situações absurdas, de forma que a vida de ninguém nunca será a mesma.

Compre: http://www.amazon.com/Guantanamera-Carlos-Cruz/dp/B00004U1FA

MEMORIAS DEL SUBDESAROLLO agosto 12, 2008

Posted by celsinho in Documentário, Ficção.
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Um homem de tez caribenha e ares europeus anda por entre as prateleiras de uma livraria de Havana. Na estante, uma biografia do cosmonauta russo Yuri Gagarin e romances de Nabokov. Observa uma moça com cara de ingênua.

Seria apenas uma tarde qualquer na capital cubana se o ano não fosse o de 1961 –dois após a Revolução Socialista– e se, por trás da câmera, não estivesse o diretor Tomaz Gutiérrez Alea (1928-1996), mais conhecido hoje pelo sucesso de “Morango e Chocolate” (1994).

“Memórias do Subdesenvolvimento” (1968), é um dos mais importantes documentários latino-americanos e um dos principais registros que o cinema cubano produziu sobre sua revolução socialista. “É muito mais interessante do que o “Encouraçado Potemkin” [1925], por exemplo”, diz o cineasta Eduardo Coutinho, comparando-o ao clássico de Sergei Eisenstein. “A União Soviética teve um cinema pós-revolucionário, mas era de pura exaltação ao novo regime. O cinema cubano do início dos anos 60 foi único ao olhar para o processo de implantação do socialismo de um modo muito crítico”, diz o diretor de “Edifício Master”.

“Memórias” conta a história de Sergio, um homem de 38 anos, de classe média alta, que vê sua mulher e seus amigos fugirem da ilha e do comunismo logo após a revolução. Ele não quer partir, não porque seja um revolucionário, mas porque quer saber o que vai acontecer. É um personagem que destoa do ambiente, e seu anacronismo é o modo pelo qual Alea critica os rumos que o regime tomava rumo ao autoritarismo.

“Ele reflete o que sentíamos todos nós daquela geração. Não queríamos abandonar nossas raízes porque isso seria desprezar a nossa lucidez. E víamos o que estava acontecendo como uma espécie de delírio coletivo”, conta à Folha o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez, autor de “Trilogia Suja de Havana” e que, assim como Alea, apesar de ser anticastrista, nunca deixou Cuba.

O filme mescla cenas documentais “de verdade”, tomadas à época da batalha de Playa Girón (1961) e da Crise dos Mísseis (1962), e cenas documentais “de mentira” –como o episódio armado que mostra um aeroporto repleto de cubanos ricos carimbando passaportes para deixar o país. Há ainda um romance ficcional e a interferência da realidade nessa ficção –como quando o protagonista vagueia no meio de uma festa real do 1º de Maio.

Para o cineasta Nelson Pereira dos Santos, a individualidade da obra está nessa combinação entre documentário e ficção, com toques de neo-realismo. “Alea tomou o neo-realismo e o levou mais adiante”, diz.

Após ser abandonado por seus circunstantes, Sergio fica sozinho em seu apartamento, que, apesar de amplo e com uma luxuosa vista para a orla, faz com que se sinta sufocado. “Nesse lugar Alea tem um momento Godard, pois segue o protagonista entrando e saindo dos quartos de sua própria casa como se estivesse em uma prisão, tudo com planos longos e artísticos”, diz Coutinho.

O filme é baseado no romance homônimo do escritor Edmundo Desnoes, hoje exilado nos EUA. “Ele e Alea realizaram “Memórias” no período de dez anos após a revolução, quando a vigilância e censura do Estado não eram tão intensas e ainda era possível produzir uma crítica tão intensa ao regime”, diz Gutiérrez.

O diretor de “Rio 40 Graus”, por sua vez, chama a atenção para o fato de o filme trabalhar com conceitos relacionados ao contexto dos anos 60/70, mas que não perderam a atualidade. “Desenvolvimento e subdesenvolvimento são palavras datadas, mas que mostram como a história, às vezes, parece curta e, na verdade, não é. “Memórias” nos indica que ainda não saímos daquele período.”

Para comprar: http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=12432

Link: http://www.mininova.org/tor/707645

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=4NJ-Wg4URuc

MEIN LIEBSTER FEIND agosto 11, 2008

Posted by celsinho in Documentário.
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Filme sobre a tempestuosa e também lendária relação de trabalho entre dois mitos do cinema, Werner Herzog e Klaus Kinski – e seus planos independentes e simultâneos de matar um ao outro. Um relacionamento de amor e ódio, que compõe um complexo quebra-cabeças para quem está de fora, mas ao mesmo tempo revela a profunda confiança entre um diretor e um ator.

 

Uma rede de coincidências levou Herzog, então um estudante de 13 anos, a encontrar Kinski no mesmo apartamento em Munique. Em um ataque de raiva, Kinski destruiu todos os móveis do lugar. Era apenas um de seus acessos de fúria. Assim, Herzog sabia o que o esperava quando, alguns anos mais tardes, chamou Kinski para trabalhar em Aguirre, A Cólera dos Deuses. Outros quatro filmes marcaram definitivamente a parceria entre eles: O Enigma de Kaspar Hauser (1974), Nosferatu – O Vampiro da Noite (1979), Fitzcarraldo (1982) e Cobra Verde (1987).

 

Link: http://www.torrentvalley.com/download_torrent_88851.html

SILLY JOB INTERVIEW agosto 8, 2008

Posted by Ramiro Pissetti in Cenas Clássicas.
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Em 5 de outubro de 1969, estreava na Inglaterra um programa de televisão divisor de águas: Monty Python’s Flying Circus. A série televisiva contou com um total de 45 episódios, mas a proposta inovadora do grupo acabou rendendo apresentações ao vivo, programas de rádio, livros e filmes impagáveis, como Em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979) e O Sentido da Vida (1983).

 

Silly Job Interview (A Entrevista Irritante) é adaptado da antiga série de John Cleese, intitulada How to Irritate People. Devido à grande repercussão, o quadro foi refilmado para o Flying Circus. Nesta verão, Cleese contracena com Graham Chapman – este no papel de David Thomas, que participa de uma traumática entrevista de emprego.

 

Link: http://br.youtube.com/watch?v=zP0sqRMzkwo&feature=related

THE WEATHER UNDERGROUND agosto 7, 2008

Posted by Ramiro Pissetti in Ficção.
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“You don`t need a Weathermen to know wich way the wind blows”. Quando Bob Dylan escreveu este verso da música Subterranean Homesick Blues, não imaginou que estaria batizando um dos mais radicais grupos revolucionários já surgidos em solo americano.

 

O Weathermen, posteriormente denominado The Weather Underground, surgiu no final da década de 60, na baixada da euforia flower power. O Festival de Altamont azedava a utopia de disseminação da cultura paz e amor. As intervenções da Família Manson acabaram dando munição a reacionários interessados em colocar no mesmo saco a bicho-grilagem, comunistas e a juventude depravada. Entretanto, o período propício para a caça às bruxas não intimidou os jovens militantes brancos de classe média a levar adiante seus ideais antiimperialistas e anti-racistas.

 

Pilhados pela agitação mundial de 68, a moçada pegou pesado e promoveu uma série de atentados com explosivos em bancos, presídios e prédios estatais (incluindo o Pentágono). Entre as proezas assinadas pelo Weather Underground, está o lendário resgate de Timothy Leary da cadeia, em setembro de 1970.

 

Detalhes sobre a trajetória do grupo são apresentados no filme de Sam Green, The Weather Underground (que os sempre criativos tradutores brasileiros batizaram como Tempo de Protesto). Lançado em 2002, o documentário foi indicado ao Oscar e faturou o Grande Prêmio do Júri, no Sundance Film Festival, e o Golden Gate Award, no Festival de São Francisco.

 

Baixe aqui: http://arapongasrockmotor.blogspot.com/2008/07/tempo-de-protesto-weather-underground.html