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MIDNIGHT COWBOY julho 11, 2009

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Abertura esperta de Perdidos na noite (Midnight cowboy, 1969), com música de Harry Nilsson.

Dirigido por John Schlesinger e estrelado por Dustin Hoffman (‘Ratso’ Rizzo) e Jon Voight (Joe Buck), foi o vencedor dos oscars de melhor Filme, Diretor e Roteiro Adaptado no ano seguinte.

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THE GIRL ON A MOTORCYCLE / LOST HIGHWAY julho 10, 2009

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Jogo dos 7 Erros: Design de créditos de A Garota da Motocicleta (The Girl on a Motorcycle, 1968) x Abertura de Estrada Perdida (Lost Highway, 1997).


Road movie dirigido por Jack Cardiff e estrelado por Marianne Faithfull.


Title design elaborado por Jay Johnson para filme de David Lynch.

MAURICE BINDER junho 29, 2009

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Um dos principais title designers da história em três momentos inspirados: Barbarella, Live and let die e Charada.

Para muitos, Maurice Binder sempre será “o cara que bolou as aberturas dos filmes do 007”. Ao longo de sua carreira, entretanto, ele participou de dezenas de outras produções, não apenas desenvolvendo title design, mas também atuando com direção de arte e efeitos visuais.

A seguir, três momentos que demonstram a versatilidade de Binder. A começar por Charada (Charade, 1963), estrelado por Cary Grant, Audrey Hepburn e Walter Matthau. Aqui ficam evidentes as influências de Saul Bass, o “pai do title design”. Sucesso na ocasião de seu lançamento, Charada foi revisitado em 2002 por Jonathan Demme – desta vez com o título de O segredo de Charlie.

Diferente da grande maioria dos filmes da série de James Bond, Live and let die (1973) não conta com o famoso enquadramento do agente a partir do interior do cano de uma pistola (aquilo não é a íris de uma máquina fotográfica, como parece). Coincidência ou não, o filme inaugura uma nova fase para 007, que passa a contar com Roger Moore no papel principal.

No currículo, Binder ostenta a assinatura de title designer de O Último Imperador (The Last Emperor, 1987) e Hamlet (1990). Mas Barbarella é uma obra imbatível. Claro que os méritos maiores não estão no trabalho de Binder, mas no inesquecível striptease de Jane Fonda.

DANGER: DIABOLIK junho 25, 2009

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John Phillip Law faz o papel do “James Bond bandido” ou do “Robin Hood que rouba pra arcar com os altos custos da vida de playboy”.

1967 está para o rock assim como 1968 está para o cinema. No “ano que não terminou” foram produzidos marcos dos mais variados gêneros, como Barbarella, Era uma Vez no Oeste, Bullit, Planeta dos Macacos, A Noite dos Mortos Vivos, 2001 – Uma Odisséia no Espaço e O Bandido da Luz Vermelha.

Uma das pérolas do período é Danger: Diabolik, adaptado dos quadrinhos por Mário Bava. Mestre do terror gótico (é dele o clássico A Máscara do Demônio), o diretor italiano surpreende ao optar por um visual moderno (pra época), mesclando ingredientes de psicodelia e arte pop. Méritos para a direção de arte de Flavio Mogherini e a fotografia de Antonio Rinaldi.

De quebra, também integraram o time de Danger: Diabolik, o produtor Dino De Laurentis, o compositor Ennio Morricone e os atores John Phillip Law (no papel principal) e a gatíssima Marisa Mell (a “diabolik-girl” oficial).

danger_diabolik_poster

CINEMA E VINIL junho 21, 2009

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Aumento das vendagens, ressurreição de fábricas desativadas e a proximidade do Dia do Vinil (Thomas Edison lançou o fonógrafo, em 12 de agosto de 1877). Saudemos os bolachões com dois posts!

Pra começar, Alta fidelidade (High fidelity, 2000), adaptação de Stephen Frears para o romance homônimo do inglês Nick Hornby. O filme é co-roteirizado e estrelado por John Cusack, que faz o papel de Rob Gordon, proprietário de uma loja de discos que, além dos vinis, coleciona fracassos amorosos.

Dirigido por Anna Muylaert, Durval Discos também conta a história de um dono de loja de discos (esta localizada no bairro paulista de Pinheiros). Em pleno 1995 (último ano em que a indústria fonográfica brasileira fabricou discos de vinil), Durval, interpretado por Ary França, se recusa a trabalhar com o formato de CDs.

Dividido em lado A e lado B, é um dos mais desencanados e criativos filmes nacionais da fase pós-retomada. Destaques para a trilha sonora assinada por André Abujamra e que ainda contempla músicas de Jorge Ben, Novos Baianos, Luiz Melodia e Tim Maia Racional; e a abertura filmada na Rua Teodoro Sampaio, conhecida pela alta-concentração de lojas de instrumentos. Com uma steadycam na mão e uma diretora de arte com cabeça (Ana Mara Abreu), Muylaert realizou uma das mais célebres aberturas da histíria do cinema nacional.

Entre outros prêmios, Durval Discos ganhou sete Kikitos de Ouro em 2002 (Melhor Filme, Prêmio do Júri Popular, Prêmio da Crítica, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte).

DR. STRANGELOVE junho 15, 2009

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Abertura de Dr. Fantástico é um dos primeiros grandes trabalhos de title design da história do cinema.

Saul Bass é a associação imediata para a expressão “primórdios do title design” (ou design de créditos). Seu nome tornou-se manjado devido à elaboração dos videografismos das aberturas de filmes como Um Corpo Que Cai e Psicose (Hitchcock) O Homem do Braço de Ouro e Anatomia de Um Crime (Otto Preminger) e Os Bons Companheiros (Scorsese).

Não tão mencionado, mas com relevância proporcional, o designer Pablo Ferro foi fundamental para o reconhecimento e a evolução desta prática, hoje indispensável no cinema.

Ferro foi o responsável pela técnica de edição denominada quick cut (imagens são montadas com mudanças rápidas e descontinuidade proposital), que lhe rendeu a alcunha de “pai da MTV”. A partir dos anos 60, desenvolveu créditos célebres, como os de Laranja mecânica (A clockwork orange, 1971) e Os fantasmas se divertem (Beetlejuice, 1988).

Entretanto, o trabalho mais conhecido e que impulsionou a carreira de Pablo Ferro é a abertura de Dr. Fantástico (Dr. Strangelove, 1964), de Stanley Kubrick. Feita à mão, a tipografia inspirou produções posteriores, como este comercial do Guaraná Kuat:

Mais informações sobre Pablo Ferro, aqui: http://www.pablothemovie.com e no Google.

LE SOUFFLEUR junho 14, 2009

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Le Souffleur (Guillaume Pixie, FRA 2005).

Numa referência ao “soprador” do título (profissional que lembra as falas para os atores de teatro), o designer Julien Widmer elaborou uma abertura instigadora para Le Souffleur (2005).

Utilizando recursos de animação gráfica em 3D, o designer procurou passar uma impressão de que as letras e palavras que compões os créditos estivessem sendo formadas/embaralhadas por um ventilador (por sinal, outra tradução possível para souffleur).

Mais trabalhos de Widmer: http://julienwidmer.com